A decisão do Banco Central de decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master movimentou o mercado e trouxe um ponto de atenção para empresas que mantêm operações com instituições financeiras de médio porte. Em cenários como este, incertezas surgem não apenas na esfera econômica, mas também na jurídica — especialmente no que diz respeito a contratos, recebíveis, aplicações e limites de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Com a liquidação extrajudicial, passam a vigorar os efeitos previstos no artigo 18 da Lei 6.024/1974, entre eles:
Na prática, isso significa que o Banco Master deixa de cumprir suas operações de forma regular, já que perde a capacidade operacional e administrativa, e todas as relações jurídicas passam a ser conduzidas pelo liquidante nomeado pelo Banco Central. Cabe a ele identificar os credores, apurar ativos, organizar pagamentos conforme a ordem legal de prioridades e repassar ao FGC as informações necessárias para ressarcimentos dentro dos limites da garantia.
Para empresas com valores aplicados, contratos em vigor ou operações estruturadas com o Banco Master, esse cenário exige avaliação imediata dos riscos envolvidos.
Mapear contratos ativos é o primeiro passo. Operações de crédito, garantias, repasses, convênios e estruturas financeiras podem sofrer impacto direto. Em alguns casos, cláusulas de vencimento antecipado e efeitos sobre o fluxo de caixa podem ser acionados em decorrência da liquidação.
Os limites de cobertura do FGC — R$ 250 mil por CPF/CNPJ, até R$ 1 milhão a cada quatro anos — podem não ser suficientes para empresas com maior volume aplicado. Avaliar a exposição real e os riscos de valores acima da garantia é essencial para uma tomada de decisão segura.
Instituições de médio porte são importantes para competitividade e concessão de crédito, mas também demandam monitoramento constante do risco regulatório. A liquidação do Banco Master reforça a necessidade de uma política interna clara para diversificação e acompanhamento da saúde financeira de parceiros bancários.
Empresas que dependem de crédito ou utilizam produtos estruturados — como antecipação de recebíveis, operações de câmbio, derivativos e financiamentos — podem precisar renegociar prazos, repensar garantias ou redistribuir operações para outras instituições.
A liquidação extrajudicial traz desafios que vão além da análise financeira. A interpretação correta das normas do Banco Central, das regras do FGC e das cláusulas contratuais é determinante para proteger o patrimônio empresarial e evitar prejuízos imediatos ou futuros.
Um suporte jurídico estratégico permite:
A liquidação do Banco Master demonstra a importância de preparar empresas para cenários de volatilidade e para decisões regulatórias que podem mudar rapidamente o ambiente de negócios. Revisar contratos, avaliar riscos financeiros e contar com orientação jurídica qualificada é uma necessidade estratégica.
Se a sua empresa possui operações com bancos de médio porte ou deseja entender melhor os impactos desse caso, nossa equipe está à disposição para apoiar análises, orientar decisões e preservar a segurança jurídica e financeira do seu negócio.
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